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June 12 Memórias PóstumasDa varanda do seu apartamento, no último andar de um velho e renomado prédio, ele observava a cidade lá embaixo. A noite estava começando, os carros passavam na avenida como se fosse um efeito especial luminoso, não dava para ver a Lua cheia, pois o céu estava nublado, a chuva se aproximava lentamente desde cedo, mas de alguma forma insistia em não cair. Ele levantou-se, foi até a sala e pegou seu violão, depois voltou pra varanda, tentou tirar algum som, mas tudo que conseguiu foram algumas notas arranhadas. Deixou o violão de lado e acendeu um cigarro, encheu mais uma vez o copo de uísque e o colocou em cima da mesinha à sua frente. Levantou e foi até o parapeito, deu uma olhada para baixo e se perguntou se aquele era mesmo o mais alto que ele poderia alcançar em seu vôo. Ele tinha quase tudo que alguém vindo de uma família humilde pode querer na vida, um emprego excelente, um apartamento de luxo, um carro do ano, amigos de infância. Só lhe faltava uma coisa, uma coisa que ele havia perdido há muito tempo. Começavam a cair os primeiros pingos da chuva que vinha se preparando desde o começo do dia, e dava pra perceber que seria uma chuva forte. Ele rapidamente pegou o violão, o uísque e o cigarro e entrou no apartamento. Viu o seu notebook sobre a mesa e um pensamento lhe ocorreu. Foi até o seu quarto, abriu o guarda-roupas e começou a procurar alguma coisa. Revirou tudo e não conseguiu encontrar o que procurava. Ocorreu-lhe que o que procurava poderia estar na velha caixa em que ele guardava suas quinquilharias do passado, mas onde estava essa bendita caixa era o que ele se perguntava. Anos haviam se passado desde a última vez que aquele homem havia sentido aquela aflição que o alcançava naquela noite de chuva, no último andar de um prédio. Ele decidiu então sair, pegou as chaves do carro, os cigarros e a pequena garrafa de uísque e saiu do apartamento. Caminhou até o elevador no final do corredor, parou na frente dele e apertou o botão para que o elevador subisse. Enquanto aguardava pela chegada do elevador, ele colocou a mão no bolso e pegou um cigarro, levou-o até a boca, mas hesitou em acender. Por muitas vezes ao longo da vida ele tinha tentado parar de fumar, mas nunca conseguiu deixar o vício definitivamente. Dessa vez parecia sério, ele estava decidido a não acender aquele cigarro, o colocou de volta no bolso e decidiu por não usar o elevador e descer pelas escadas, talvez os lances de escada do décimo terceiro até o primeiro andar o fizessem refletir um pouco. Ele descia vagarosamente as escadas, sentia que não sabia bem o que estava fazendo, apenas estava fazendo, como se fosse um rio que corre sem saber ao certo onde vai parar. Cada lance de escada trazia de volta velhas lembranças, velhas memórias, velhas atitudes, velhas promessas, velhos amores. Coisas que por muito tempo estiveram esquecidas, ou pelo menos ignoradas lá no fundo do seu subconsciente, onde ele as havia enterrado, na esperança de que poderia, assim, viver o restante de sua vida em paz. Mas ele tinha visto em algum filme velho um homem dizer: “Si vis pacem para belum”. Se quiseres paz prepara-te para guerra, ele não tinha feito isso, ele tinha fugido, sob a ilusão de que não mais seria alcançado por suas aflições, e que assim alcançaria a paz para seu espírito. Mas naquela noite elas estavam voltando a atormentá-lo, e agora ele não fazia idéia de como se livrar delas, porque não sabia sequer como elas poderiam afetá-lo. Ele estava muito suado já, não era mais um garoto de 20 anos, e sim um homem de 38, e ainda lhe faltavam cinco andares. Ele olhou para o elevador, mas insistiu em ir pelas escadas e, poucos lances antes de atingir o térreo, uma forte dor percorreu todo o seu corpo e parou o seu coração, ele acabara de ter um infarto. Cambaleou até o último lance da escada, até que despencou no chão do saguão da recepção. Um dos recepcionistas correu em seu socorro, e outro de prontidão ligou para uma ambulância, minutos depois a ambulância chegou. Ele estava respirando, embora estivesse desmaiado. Os paramédicos imediatamente o conduziram para o hospital mais próximo, no caminho o seu coração parou e os paramédicos usaram o desfibrilador para fazê-lo bater novamente. Ao chegar ao hospital, ele estava acordado, não muito lúcido mais acordado, ou pelo menos de olhos abertos. Ele foi conduzido imediatamente para a Unidade de Tratamento Intensivo, sala de cirurgia. O seu plano de saúde era um dos melhores do mercado, ele estava recebendo tratamento de primeira classe e certamente sobreviveria. Algumas horas depois ele estava no repouso, e lia um velho livro dos tempos de adolescente que sua mãe havia trazido, apesar de velhas as páginas ele percebia que a essência do livro ainda era a mesma de quase 20 anos atrás, e de repente pensou em algo que o fez derramar uma lágrima. Perguntava a si mesmo se era possível que assim como a essência daquele livro, a essência daquele sentimento estranho que um dia ele sentiu havia se mantido intacta, mesmo que escondida dentro do seu subconsciente. Mas que sentimento seria esse capaz de resistir ao tempo, que subjuga tudo, e a distância, que faz com que as coisas passem, que tipo de sentimento pode ser tão grande e capaz de domar até mesmo o mais selvagem dos espíritos humanos. Será que era mesmo possível que, mais uma vez, os sentidos daquele homem, que boa parte da vida havia se considerado invulnerável, seriam abalados por um sentimento tão diferente e tão forte, ele se perguntava. Sem saber a resposta, olhava para sua mãe e pensava o que ela, que nunca o havia ouvido falar sobre isso, diria se ele a questionasse sobre isso. No dia seguinte, ele recebeu alta e estava voltando para casa com seu irmão. No caminho ele ouvia em sua mente os ecos dos pensamentos que o afligiram há duas noites e se perguntava por que eles estavam voltando a atormentá-lo. Como era possível depois de tanto tempo que isso ainda o incomodasse, mas, talvez, essa não fosse a pergunta que ele de fato se questionava, o que ele mais queria saber nesse instante, era onde ela estava, o que fazia agora, será que ela havia se casado, será que tinha filhos e será que valia a pena saber as respostas para essas perguntas. Ele pediu ao seu irmão que o levasse até certa praia, o irmão relutou afinal ele acabava de se recuperar de um infarto, mas no fim acabou por atender à vontade do irmão mais velho. Ao chegarem lá muita coisa tinha mudado desde a última vez que ele tinha estado ali, mas ele sabia que era pouco provável que o lugar que ele procurava estivesse diferente em algum aspecto, afetado apenas pela ação da natureza é óbvio. Ele pediu ao irmão que o levasse até a beira da praia, o deixasse lá e quando fosse à hora ele telefonaria para vir buscá-lo. Mais uma vez seu irmão resistiu antes de atender a sua vontade. Ele caminhou por um tempo na beira da praia, até que chegou até onde queria. E como ele havia previsto apenas a natureza havia alcançado aquele lugar, não havia ainda sinais da ação direta do homem, era o mesmo lugar de antes. E ele caminhou em direção ao exato lugar onde tudo havia começado, e sentou-se no mesmo lugar que havia estado naquele verão, há quase vinte anos atrás. E olhou do horizonte da mesma forma que tinha olhado naquele dia, lembrou-se então dos sonhos que haviam passado na sua cabeça ali mesmo quando encarou aquele horizonte pela primeira vez, lembrou de uma velha música do seu tempo de adolescente e, por fim, mas, certamente, mais importante, lembrou dela, do seu sorriso, da sua voz, de todos os mínimos detalhes daquele verão inesquecível, e não só do verão, mas de todos os dias em que estiveram juntos. Agora ele sabia que a verdade é que ele tinha, de fato, perdido uma parte de si quando ela decidiu partir. Era hora de voltar, pegou o telefone e ligou para o irmão, o instruiu que o apanhasse no mesmo lugar em que tinha lhe deixado, e exigiu que o irmão trouxesse sua garrafa de uísque e um maço de cigarros, o irmão disse que não levaria tais coisas, mas algumas palavras duras o convenceram a atender a vontade do irmão mais velho por mais uma vez. Caminhou então de volta até o lugar em que o irmão o havia deixado. E esperou por poucos instantes a volta do irmão, que não demorou. Ele entrou no carro e perguntou ao irmão onde ele ia passar a noite, e o irmão prontamente lhe disse que iria até a casa de uns amigos e que depois eles iriam a uma festa na faculdade, e acrescentou ainda que iria precisar do carro emprestado. O homem então falou para o jovem irmão que não poderia emprestar-lhe o carro esta noite, mas que não seria incomodo deixá-lo e apanhá-lo onde quisesse. Talvez tenha aí começado o maior erro da sua vida, ou pelo menos do que restava dela. Eles foram até sua casa, o irmão tomou um banho, se arrumou e ele fez o mesmo. E então desceram para a garagem, no caminho ele falou algumas coisas que o irmão não entendeu, talvez por serem muito complexas, ou talvez porque o uísque já havia adormecido demais a sua língua. Eles entraram no carro e o homem quase bateu antes mesmo de sair da sua vaga na garagem. O irmão lhe pediu para dirigir, e o homem respondeu apenas apontando para a insígnia da Polícia Federal que estava no guarda moedas, como se quisesse dizer que não teria problemas com policias por estar embriagado. Ele então chegou à casa do amigo de seu irmão, para apanhar os amigos dele e em seguida levá-los até a faculdade. Os garotos entraram no carro, e mesmo já muito embriagado ele achou um deles familiar, mas não fez perguntas. Os levou até a faculdade e quando lá chegaram ainda estava havendo uma palestra no palco central, do que parecia algum evento muito bem organizado. E o homem ouviu uma coisa muito familiar, que despertou seus sentidos atrapalhados pela embriaguez. - Essa voz, eu conheço essa voz – disse o homem. – Eu jamais esqueceria essa voz. O irmão olhou espantado para ele, pois também sabia de quem era a voz, era de uma de suas professoras, e também mãe de um dos seus colegas que estava no carro. Mas antes que qualquer palavra lhe ocorresse, o irmão mais velho já tinha deixado o carro e se dirigia até o centro de palestras. E, de maneira adversa ao que era de se esperar, ele se viu ainda mais surpreso ao ver que realmente era quem ele achava que fosse. A mulher no palco, ministrando a palestra, uma das mais renomadas estudiosas no assunto da mesma, hesitou em algumas palavras por alguns segundos, levantando risos dos alunos e causando espanto nos demais estudiosos ali presentes. Ela viu no alto, ao lado da última fileira de cadeiras, a última pessoa que ele esperava ver naquela noite, ou que talvez não esperasse rever nunca mais. Mesmo depois de se recompor e retomar o ritmo normal da palestra, todos ali podiam notar que alguma coisa se passava com ela. E em um dado momento, ela finalmente interrompeu a palestra, pediu desculpas pelos deslizes e disse que precisaria se ausentar por alguns minutos. Ela saiu pelo backstage do palco, mas não tinha idéia do que fazer. Ela jamais tinha imaginado tal situação. E foi então que pegou seu telefone e tentou algo idiota, coisa que ela jamais faria em uma situação normal. Ela discou um número de quase 20 anos atrás, o número da pessoa que tinha lhe feito perder a compostura diante de centenas de alunos e dezenas de professores, por mais que sua discrição tivesse amenizado a situação. E sua surpresa foi ainda maior quando o telefone chamou do outro lado da linha, o que significava que a linha ainda estava ativa. - Alô? Gostaria de falar com quem? – falou uma voz torta, tentando ser dura do outro lado da linha. - É. Hum. Esse telefone, ainda é seu então? – ela perguntou em dúvida ainda. – O que você está fazendo aqui? - Onde você está? – falou a voz do outro lado da linha. – Você continua tão linda quanto antes. Como você tem vivido todo esse tempo? - Você não deveria ter vindo até aqui. Por favor, vai embora. - Porque você ainda continua fugindo de mim como antes? Será que não está na hora de admitir as coisas? De me dizer a verdade? Será que eu não mereço saber? - Você quer mesmo saber a verdade? Então tudo bem. Eu te deixei porque você era um jovem irresponsável, sem a menor perspectiva de vida, viciado em jogo de cartas, e que não se importava em assegurar um futuro, estudando, por exemplo. Tudo que você parecia querer era diversão. E eu não gostava disso. - Mas e de mim? Você gostava de mim? - Não importa. - Mas é claro que importa. Faz toda a diferença do mundo. - Me esquece, esquece que um dia agente se conheceu, que um dia fomos namorados. Esquece que eu existo. E me deixa em paz. Ela então desligou o telefone e começou a chorar ali mesmo no backstage. E ele ao ouvir aquelas duras palavras, tentou conter o choro e foi de volta para o carro. Ao chegar lá o seu irmão estava preocupado. - Aonde você foi? Porque você está chorando? – perguntou o jovem. - Não importa garoto. São problemas meus – responde o homem secamente. - Não esquenta cara, é só um velho bêbado. Eu sei que ele é seu irmão, mas ele só está muito chapado, provavelmente porque alguma vadia o dispensou. Aquelas palavras entraram na cabeça daquele homem como um sussurro do próprio diabo em busca de maldade. Ele não pensou duas vezes, abriu o porta-luvas do carro, pegou sua pistola calibre .45 e descarregou todas as balas no garoto. - O que você fez meu irmão? – perguntou o jovem desesperado. – Ele só tinha 16 anos. Tinha idade pra ser seu filho. - Ele pelo menos não viverá até os 20 pra decepcionar-se como eu – respondeu o homem friamente, como se não fosse um ser humano e sim um animal qualquer que ele tivesse acabado de matar. As pessoas começaram a subir para ver o que tinha acontecido, e a maioria observava rapidamente a cena e corria para contar à outras pessoas. Até que de repente ele ouviu um grito seco e com ódio. - Porque você o matou seu monstro? O que ele te fez? – era ela mais uma vez, e agora, ele podia ver as suas lágrimas. - Ele chamou você de vadia – respondeu homem desdenhando. - Ela é a mãe dele – intrometeu-se o irmão. Naquele momento o mundo estava desmoronando em suas costas, ele percebeu a gravidade da situação. Percebeu que tinha feito algo bem pior do que parecia no início. Fechou a porta do carro deu partida e saiu de lá. Dirigindo pegou o seu gravador de voz e começou a gravar: “Hoje eu cometi a pior de todas as burradas de minha vida. E dessa vez não é algo que eu possa consertar, afinal de contas, eu não sou Deus. Eu não tenho certeza se ela me odiava quando desligou aquele telefone, mas depois que a vi chorando sobre o garoto morto e coberto de sangue, eu pude ter certeza que ela me odeia. Eu fui inconseqüente por toda a minha vida, ela tem razão mais uma vez. Mas o tempo inteiro eu só queria fazer as coisas acontecerem da melhor maneira possível. Talvez um dia alguém me compreenda. Eu adiei esse momento por anos, na verdade por quase duas décadas. Mas agora não irei mais fazer isso. Chegou a hora de partir de uma vez por todas, sumir pra algum lugar onde ninguém poderá me encontrar. Pelo menos a burrada hoje não foi completa, afinal sobrou uma bala na agulha e eu tenho um pouco de gasolina no porta-malas.
Ao meu irmão, Os celtas costumavam sepultar seus mortos, colocando-os em uma canoa cheia de gravetos e de lenha, atirando-a a correnteza de um rio e lançando flechas em chamas na mesma para que assim ela queime. Eu sempre quis esse velório para mim, mas sei que muita gente derramaria lágrimas num momento assim. Por isso, vou poupar a todos vocês e, em especial, a você, meu irmão, dessa dor da perda, da despedida.” Desligou o gravador e dirigiu-se até um morro que dava de frente pro mar, no caminho parou em um ponto de táxi e instruiu o taxista que este deveria entregar o gravador e a fita em um certo edifício perto de um dos shoppings da cidade, antes que o taxista partisse ele ligou o gravador mais uma vez e gravou o seu nome e sua profissão. No alto do morro e de frente pro mar, observou as ondas quebrarem nas rochas lá embaixo. E pensou, é eu sentirei saudades disso tudo. No dia seguinte, os jornais noticiaram que um carro totalmente em chamas havia sido visto afundando perto da margem, e que a polícia e os bombeiros conseguiram retirar o carro, totalmente carbonizado, mas que nenhum um corpo havia sido encontrado. Especula-se que o carro pertencia a um policial federal que estava desaparecido desde a noite anterior quando disparou inúmeras vezes contra um jovem em uma das faculdades da cidade. Mais
tarde no mesmo dia, o irmão foi até uma delegacia e mostrou a fita ao delegado.
Diante da fita, o delegado pediu uma pericia do carro, e uma semana depois
tornou-se público que havia vestígios de roupas e tecidos humanos carbonizados,
e o homem foi dado como morto. Suicídio. Caso encerrado.
O título é quase 'autoexplicativo' mas não é bem o que parece, apesar de não deixar de ser. Boa leitura. E não acho que seja uma boa data, mas... May 13 Lágrimas DivinasDe repente ele parou no meio da ponte, desceu do carro e foi até o muro de proteção, olhou para a água escura que estava lá embaixo e jogou uma moeda, demoraram alguns poucos segundos para que ele pudesse ver a água espirrar ao ser tocada pela moeda. Ele desviou seu olhar rapidamente ao ver um reflexo brilhante sob a água, ele jamais tivera visto algo parecido antes, era a mais bela Lua que ele havia observado em toda a sua vida. Mais parecia uma pintura com tintas metálicas ou uma arte tridimensional feita por um supercomputador, mas ele concluiu que era outra coisa, com muito mais significado. Já haviam se passado quase três semanas desde um dos dias mais infelizes de sua vida, e os dias que haviam se seguido não puderam ser muito diferentes, também quem iria se sentir bem perdendo a mulher que amava. Aquela por quem tinha esperado por toda a vida, por quem tinha feito as mais doces loucuras e as mais insanas escolhas, com quem tinha passado os melhores momentos de sua vida, com quem esperava realizar os maiores planos, e justo agora quando ele tinha a encontrado, ou melhor, quando eles haviam encontrado um ao outro. Não parecia justo. Era isso que ele pensava desde aquele dia fatídico, isso tudo que estava acontecendo não era justo. Todos os dias ao encostar-se em seu travesseiro para dormir ele lembrava os mágicos momentos que tinham vivido juntos, dos filmes, das horas na praia, das noites juntos, dos beijos à sombra das árvores, dos carinhos que tanto o inquietavam e lembrar tudo isso era doloroso, mais que isso era insuportável. Por vezes ele desejou que a maldita arma tivesse disparado quando jogou roleta russa por duas vezes ao voltar para casa na noite em que percebeu que nada mais aconteceria de novo, quando percebeu que o tempo agora seria seu maior amigo, para fazer com que a dor passasse, por mais que ele soubesse que ela seria um espaço vazio em seu coração pelo resto da sua vida, e que também o tempo seria seu maior inimigo, pois faria o favor de passar vagarosamente e se encarregaria de criar constantemente situações em que ela pudesse ser lembrada. E era duro saber que o tempo era eterno. Ele então despertou daqueles devaneios, e se viu de volta aquela ponte. Colocou a mão no bolso do paletó, mas só depois lembrou que havia largado o cigarro, dois dias antes do fatídico dia, não por causa dela, mas porque havia encontrado um motivo para viver e o cigarro o estava matando. Mas colocar a mão no bolso do paletó não foi algo feito em vão, lá ele encontrou outra coisa, a sua pequena garrafa de uísque, e ela estava bem cheia. Ele a levou a boca, e foi derramando vagarosamente o seu conteúdo em sua garganta, de modo que fosse possível sentir sua garganta arder, aquela sim era uma dor suportável, diferente das outras que o atormentavam mesmo ali. Olhou mais uma vez para o céu, agora a Lua estava encoberta por algumas nuvens, coincidência ou não, desde o trágico dia a cidade estava mais nublada que de costume, e chovia mais do que de costume também, parecia que o próprio Deus chorava por sua perda. Continuava a olhar o céu e, agora, via a Lua começar a sair de trás das nuvens e a brilhar novamente, e de repente fora alcançado por um pensamento diferente de todos que haviam lhe acontecido nesses últimos dias. Deu outro trago no uísque, esse mais rápido e menor, porém da mesma ardência do anterior, talvez pelo desejo nele imbuído. Entrou no carro e deu partida pensando onde poderia encontrar flores naquela hora da madrugada. A resposta apareceu em sua cabeça quase que instantaneamente. Dirigiu então até a mesma agência funerária que havia cuidado do velório de sua esposa. Ao chegar lá o atendente prontamente o reconheceu, e fez uma cara de espanto, provavelmente pensando que o homem a sua frente havia perdido outro ente querido. Mas o que o atendente não percebeu é que o seu semblante era diferente da outra noite em que ele havia vindo. Desta vez o homem à sua frente não derramava lágrimas, nem tampouco se lamentava, ele estava quase sorridente, mas não ainda. E perguntou quanto custava uma rosa, uma única rosa vermelha. O atendente sem entender perguntou se era um botão de rosa ou uma flor do campo, e o homem demonstrando uma ansiedade feliz disse que era uma rosa vermelha, daquelas que o namorado dá para a namorada, que é vermelha porque tem paixão, que é vermelha porque paixões são feitas de dor, e dor traz consigo sangue. O homem então pagou o que o atendente lhe dissera e levou consigo uma rosa. A Lua agora estava mais brilhante no céu, as nuvens por alguma razão haviam desaparecido, ele dirigia rápido, mas não tinha pressa, porque dessa vez ele sabia que o tempo nada podia fazer, nem demorar e nem passar rápido, nem curar e nem ferir, ele podia apenas ser o tempo, eterno e infindável tempo. Enfim chegara ao cemitério onde sua esposa estava enterrada, desceu então do carro com a rosa na mão e dirigiu-se ao túmulo onde ela estava enterrada. Lá estava gravado em uma placa de ouro: “Lounna Alice MacGrame * 02/10/80 + 06/08/14 A mais perfumada das flores.” Uma lágrima
escorria do rosto daquele homem, e quase que ao mesmo tempo em que ela atingia
o canto de sua boca, ele começava a sorrir, abaixando-se e colocando a rosa
sobre o túmulo. Olhou mais uma vez para o céu, pois havia sentido um leve
respingo de água no seu braço, mas o céu estava limpo e a Lua refletia a luz
como ele jamais tinha visto antes. Então o homem voltou-se novamente para o
túmulo e fez uma promessa a sua esposa. Prometeu que viveria os dias que ainda
restavam em sua vida, sem mais lamentar por tê-la perdido, mas que viveria
esses dias felizes porque tinha amado, sido feliz e isso era tudo que ele
queria desde o dia que estabeleceu seus sonhos, quando ainda era criança, e
jurou que viveria todos os dias de sua vida amando uma única mulher, pois esse
amor não pode ser separado nem mesmo pela morte. Quase que instantaneamente
após o homem acabar de falar, um raio cortou o céu e começou a cair uma chuva
fina, que parecia tão suave ao tocar folhas, árvores, pedras, túmulos, chão e o
próprio homem, que mais uma vez ele ponderou sobre serem lágrimas divinas
aquela chuva, desta vez indo mais além, ponderou ele se estavam todos os anjos
do céu a lamentar sua perda e sabia que lá, em algum lugar no céu, havia um
anjo que, como ele, não mais chorava, pois estava aguardando o passar do tempo,
para um novo recomeço. Por que a carne humana vem do pó e para o pó retorna,
mas duas almas gêmeas não podem ser separadas nem pela morte, nem mesmo pelo
tempo imortal. Falando do tempo, falando das coisas casuais da vida, falando da morte, falando da eternidade, falando de tanta coisa que talvez tenha esquecido de falar das coisas mais importantes, mas já não importa. Esse daí tem muitos laços, e só Deus sabe o quanto eles podem durar, ou não. May 11 Quem?Quem
Quem sou eu? O cara de barba. Quem é você? A menina de óculos. Quem sou eu? O cara errado. Quem é você? A menina certa.
Onde eu estou? Perdido no deserto. Onde você está? No caminho de antes. Onde eu estou? Trancado com medo. Onde você está? Vivendo sem medo.
Onde você está? Onde eu estou? Quem é você? E eu quem sou?
by Fahad Mohammed Aljarboua
May 10 CaminhosÀ sombra da noite, ele caminhava de volta para casa pensando em coisas que passavam rapidamente em sua mente e desapareciam ainda mais depressa. Olhava para o céu e procurava respostas que, definitivamente, não estavam lá, e o pior é que ele sabia disso. Seus passos começaram a parecer estáticos, como se ele andasse em uma esteira, caminhando sem sair do lugar. Agora os pensamentos pareciam mais rápidos, porém mais fortes, ele conseguia perceber claramente o que estava pensando, o que o levou a pensar que eram essas as respostas que ele procurava. Parecia agora que o sinal, que por um longo tempo ele havia esperado, enfim tinha acontecido. E agora ele notava que estava de novo caminhando, conseguia enxergar coisas que estavam distantes, por mais que a percepção tenha estado lenta por muito tempo. Talvez essa fosse a honra que ele merecia. Sentou então sobre uma pedra e começou a repensar os passos que ele havia dado para ver se aquele era mesmo o caminho correto, ou se deveria seguir um outro, ou recomeçar. Depois de muito tempo pensando, olhou para trás e em seguida para frente, e decidiu seguir em frente e enfrentar o que estava por vir, chegar ao final do caminho que ele tinha traçado, e assim não transformar o caminho que já havia passado em algo que tenha acontecido em vão. Segundos depois de levantar-se, decidiu outra coisa. A caminhada a partir de agora teria novos rumos, ele não mais passaria por florestas escuras e pântanos desertos, de agora em diante ele não ia mais se esconder, passaria pelas cidades e ignoraria aqueles que lhe fossem alheios ou os que tentassem derrubá-lo. A busca pela princesa, que foi raptada sob sua proteção, estava quase no fim e agora já estava mais do que na hora de que além da princesa, ele deveria lutar também pela sua honra de volta, era hora de encarar de novo as pessoas e, ao invés de tentar impor, conquistar o seu respeito. Algumas horas se passaram antes que ele chegasse até a primeira cidade. Lá as pessoas pareciam evitar olhar pra ele, ou então o faziam com medo ou desdém, era nítido que depois de tudo que aconteceu as pessoas, em sua maioria, o desprezassem ou fizessem pouco caso de sua antiga reputação ou do que haviam visto ele fazer. Na primeira cidade ele passou em silêncio, sem falar com ninguém. Algumas milhas depois de ter passado pela cidade, ele foi atacado por um grupo de homens que o chamavam de traidor, por vezes ele insistiu que não queria discutir com eles e nem queria lutar contra eles, até que um dos homens desembainhou a espada e avançou contra ele, em um movimento rápido ele sacou sua espada e desarmou o homem, nesse instante os outros o atacaram, foi então que recordou de seu velho espírito de luta, e com essa recordação outra vez sua habilidade e desejo pela batalha emergiram e ele acabou matando os homens, sem se importar com quem eles eram e o que haviam deixado para trás. Acabado o combate ele estava um pouco cansado e levemente machucado, entretanto, recuperou-se um pouco e cavou sepulturas e deu um enterro aqueles homens, como forma de penitência pelo que havia feito com eles, sobre seus túmulos deixou a espada que cada um carregava, cada uma delas com um brasão diferente, o que significava que cinco famílias haviam perdido com aquelas mortes. Recuperou-se mais uma vez e pegou novamente a estrada. Estava perto de anoitecer e a cidade seguinte estava ainda distante, foi então que ele avistou uma pequena vila ao longe e decidiu ir até lá para passar a noite. Já começava a escurecer quando ele chegou até a vila, ele não via ninguém por lá e havia apenas umas poucas casas, de repente ele começou a ouvir vozes vindas de uma das casas, a maior que havia ali, provavelmente era uma taverna ou estalagem, ele então começou a caminhar na direção dela. De repente ele ouviu um barulho, e foi surpreendido por um jovem rapaz que parecia impressionado com a visão daquele homem. - Nossa! O senhor é um cavaleiro? – indagou o rapaz. - Não, não sou mais – respondeu o homem secamente. - E estas vestes? Esta armadura? E a espada? Porque as usa? - Talvez esta seja uma das respostas que eu procuro jovem. - Mas o senhor já foi um cavaleiro então? Será que poderia me ensinar a lutar como um verdadeiro cavaleiro? Eu sempre sonhei em ser um cavaleiro e casar-me com uma linda princesa, mas o meu pai dizia que isso só acontecia em lendas. - Sim, meu rapaz, eu já fui um cavaleiro. Há muito tempo, mas meu tempo passou ou pelo menos as circunstâncias me fizeram acreditar nisso. É melhor acreditar no seu pai, ele estava certo. Sabe onde posso passar a noite rapaz? - Não tem estalagem nesta vila, mas talvez se eu falasse com meu pai, ele poderia deixar o senhor passar a noite no templo – falou o rapaz apontando a grande casa. – Mas eu não posso falar com ele. - E porque não? - O senhor não entenderia – naquele momento o jovem saiu correndo na direção oposta à que os dois caminhavam. O homem então se aproximou da grande casa e devagar subiu um pequeno lance de escadas que antecedia a porta. Ao ver a porta entreaberta o homem hesitou, mas acabou entrando lentamente na casa e viu uma série de pessoas reunidas ouvindo atentamente as palavras de um homem alto, forte e que, apesar de estar um pouco mais velho, ele jamais poderia esquecer o resto. Mas antes que ele se desse conta, o homem falou: - Quem é você cavaleiro? O que o traz a humilde casa do Senhor? - Eu não poderia imaginar que você me esqueceria um dia, mas somente o próprio Deus para me trazer pelo caminho que me fez novamente encontrá-lo reverendo. O reverendo olhou atentamente para o forasteiro que havia entrado, hesitou por alguns segundos e caminhou na direção dele, as pessoas ali olhavam aquela cena em silêncio. O reverendo parou subitamente e falou: - Por favor, caros amigos, deixem-nos a sós. As pessoas então começaram a levantar-se e deixar o templo. O pastor voltou a caminhar na direção do homem e ao aproximar-se começou a observá-lo dos pés a cabeça. Quando todos deixaram o templo o reverendo certificou-se que a porta estava fechada, e pegou uma espada que estava ao lado da porta. - Como pode aparecer aqui depois de tudo o que fez? – falou secamente o reverendo. - Eu estou procurando por ela. E nunca imaginei encontrá-lo aqui. Era esse o sinal que eu esperei por muito tempo, um sinal de Deus. - Não seja estúpido, nem pense que eu o sou. A sua jornada de traição acaba aqui. - Reverendo! O que está fazendo? – falou o homem esquivando-se de um ataque que o reverendo fez contra ele. – O senhor sabe que eu jamais faria tal coisa, muito mais contra o senhor. Por favor, me escute. O reverendo atacava sucessivamente o homem, que se esquivava dos ataques e pedia que eles cessassem. O templo estava sendo danificado pelos ataques mal-sucedidos do reverendo. Até que houve um momento que o homem sacou sua espada e bruscamente desarmou o reverendo atirando sua arma longe. - Já chega! – gritou o homem. – O senhor agora vai me ouvir. Durante meses, desde que parti da terra onde vivi a maior parte da minha vida, eu viajei por vales e florestas escuras, pântanos, viajei pelos piores lugares da terra sempre me escondendo das pessoas. Até que percebi que não era das pessoas que eu estava me escondendo, e sim de mim mesmo. Uma vez o senhor me disse que não era possível mentir tão bem que pudesse enganar a si mesmo, pois bem, por vezes eu acreditei nas mentiras que eu contava para manter uma posição que eu não podia ocupar ainda. Até aquele dia, o dia em que vieram e levaram a princesa sob minha proteção. Naquele mesmo dia o rei me acusou de traidor, me acusou de ter planejado tudo aquilo e ordenou que eu fosse preso e condenado à morte, não fosse por alguns homens que acreditavam em mim, entre eles o senhor, eu não estaria vivo. O que o rei esqueceu naquele dia, foi que antes de ser o capitão da guarda e ele rei, eu era filho dele e ele meu pai, e que antes de ser princesa a moça seqüestrada era minha irmã, mas ele ignorou isso e tirou de mim tudo que eu tinha e me fez acreditar que não valia mais a pena viver. E por muito tempo eu acreditei nisso, mas não mais. Antes de qualquer coisa, eu sou um homem, um ser humano, mas preciso provar isso pra todo mundo antes de voltar a viver isso. - Não! Você não precisa – falou uma voz familiar vinda dos fundos do templo. – Este homem que está na sua frente, o meu pai, o seu mestre, uma vez ele me disse que pra sermos quem somos, homens, humanos, nós não precisamos provar nada a ninguém – era o jovem que ele havia encontrado do lado de fora do templo. – Ele também me disse que as aparências nem sempre mostram a verdade e que é possível errar e começar de novo, por mais que o novo começo seja sempre mais difícil. - Thamara! Eu já te disse que não quero vê-la vestindo-se como um rapaz. Você não pode se tornar uma amazona – falou o reverendo, como se estivesse ignorando o que sua filha havia dito. Naquele momento, ao ouvir as palavras do reverendo Zhos, o cavaleiro estava perplexo. Ele não havia percebido que aquele jovem que falara com ele pouco antes era na verdade uma moça, era a filha do reverendo. E embora estivesse chocado com essa descoberta, as palavras da moça havia mexido ainda mais com ele, ouvir aquilo foi como ouvir o próprio reverendo falar nos tempos em que lhe ensinava as artes da guerra, exatamente, aquele homem de Deus, era um herói de muitas vitórias, mais que isso era quem havia ensinado tudo que ele sabia. - E então, o que você está esperando pai? – falou a moça. – É esse o homem, não é? Aquele que o senhor por vezes se referia como o melhor homem que o senhor havia conhecido, que havia sido injustiçado e que, provavelmente, estava perdido em suas próprias memórias. É assim que o senhor o recebe? Tentando desesperadamente matá-lo, com ataques tão sem efeito, que não acertariam nem uma árvore. - Já chega Thamara! Deixe este lugar, você não deveria estar aqui – falou o reverendo levantando-se lentamente. – Este homem é um assassino, um traidor, não passa de um bandido qualquer. Esta é a verdade... - Que verdade meu pai? – interrompeu a moça. – A sua verdade? Ou será uma mentira que o senhor conta pra si mesmo e insisti em acreditar? Naquele momento, vários homens armados invadiram o templo. E atacaram o cavaleiro. Ele defendeu-se, o espaço limitado do templo anulava a vantagem numérica dos atacantes, e um após o outro ele matou a todos eles, e ao parar, com o rosto manchado de sangue, mais que isso, com a alma manchada de sangue, ele olhou para a filha do reverendo, ela estava nitidamente apavorada, ele percebia as lágrimas que escorriam em seu rosto, eram lágrimas de medo. De repente, ela fez um gesto súbito e gritou: - Nããããããooooooo! O homem ouviu o som de um golpe de espada atrás dele e virou-se rapidamente. Um homem teria acertado ele pelas costas não fosse o reverendo ter colocado o próprio corpo como escudo para protegê-lo. O homem viu o reverendo cair no chão agonizando, olhou para o homem parado a sua frente com a espada suja de sangue e foi tomado por um ódio que o deixou cego, atacou o homem ferozmente, parecia que não havia nenhuma técnica em seus ataques. E não havia, ele estava sendo guiado unicamente por seus instintos, os mais primitivos que um ser humano pode ter, após derrubar o assassino do reverendo, ele ignorou que o homem estivesse morto e continuou a acertá-lo com golpes de espada. - Ele era o melhor o homem que eu conheci, tudo aquilo que eu sempre me espelhei para me tornar um homem melhor, para me tornar um cavaleiro digno e honrado. E você o matou miserável – falava o homem em lágrimas de ódio e tristeza. O cavaleiro só parou de atacar o homem que havia matado o reverendo quando não tinha mais forças para mover os braços, neste instante voltou-se para o corpo do reverendo e aos prantos o abraçou. - Por que o senhor me salvou reverendo? Eu não era digno o bastante para o senhor morrer por mim. - Você era sim. Era não, é – falou a filha do reverendo. – Todos os dias da minha vida eu ouvi meu pai falar sobre você, da forma como você o respeitava, da sua habilidade com a espada e, sobretudo, da sua honra, segundo ele, você é o homem mais honrado que ele conheceu, mesmo que por várias vezes não fosse verdadeiro com os outros. E isso era única coisa que ele não conseguia entender em você. Ele me dizia que um dia disse a você que você não deveria contar mentiras... - Para se tornar um homem melhor, pois os homens melhores são aqueles que o são não pelo que dizem, mas pelo que fazem – interrompeu o homem, lentamente parando de chorar. – Eu jamais esqueceria essas palavras, no dia em que ele me salvou da forca. - Acredite em mim, o meu pai está feliz por ter dado a vida dele em troca da sua. Ele já estava no fim da vida, e você ainda tem uma longa vida pela frente. Agora vá em frente, siga a sua jornada e eu cuidarei do enterro do meu pai. Naquele momento o homem pegou o crucifixo do reverendo e colocou no pescoço da filha dele. Enxugou as lágrimas que corriam o rosto dela e pegou suas mãos, depois soltou o cabelo dela, neste momento ela sorriu um pouco. - Você é muito bonita, Thamara – falou ele com a voz mansa, diferente de sua voz momentos antes. – Mas a minha jornada acabou, eu encontrei o que eu estava procurando. E acredite, esteve mais perto de mim do que eu jamais pude acreditar – neste momento ele colocou a mão dela no seu peito, perto do coração. – Sempre esteve aqui, dentro de mim. O meu coração, a minha vontade de viver, é isso o que eu devo usar como apoio pra ser um homem melhor e talvez assim, um dia quem sabe Deus será generoso comigo e me dará alguém para dividir os dias restantes da minha vida. - E para onde você vai agora? - Eu vou recomeçar, só não sei por onde. - Porque não fica aqui? O templo vai precisar de alguém para ocupar o lugar do meu pai, e eu não posso fazer isso, pois sou uma mulher. E além do mais você poderia me dar aulas de espada – falou Thamara com entusiasmo e alegria. - Desculpa Thamara, mas eu não posso. Eu preciso partir. E também... - Silêncio! – falou ela colocando o dedo nos lábios de homem e olhando rapidamente para o pai. – O senhor aprovaria meu pai. Ela então beijou o cavaleiro, um beijo ardente como o fogo, cheio de um sentimento que nenhum dos dois havia sentido antes. O homem parou de beijá-la e hesitou por um instante, mas ele não tinha mais controle e dessa vez foi ele quem a beijou. A cada segundo em que eles se beijavam sentiam aquilo ainda mais intenso e então eles levantaram-se e foram para os aposentos do reverendo nos fundos do templo, onde passaram a noite juntos e se amaram intensamente, pelo menos durante aquela noite. No dia seguinte quando acordou, Thamara, não encontrou o homem, que ela sequer sabia o nome e com quem ela havia passado a noite junto, ao seu lado. Havia apenas uma carta. Querida Thamara, Eu nunca senti antes por ninguém o que senti por você desde o primeiro instante em que você me beijou, mas eu não sou o homem certo para você, pelo menos não ainda, espero que a vida possa me mostrar o caminho para me tornar esse homem e que como Deus me guiou até o reverendo novamente, ele possa um dia me guiar de volta para você. Até breve, mas não adeus. Com amor. Ele não havia assinado a carta com seu nome, mas com um pingo de sangue, como se quisesse dizer que aquilo era uma promessa de sangue, um juramento. Ela chorou e deitou-se novamente pensando naquele homem que ela sequer sabia o nome. Bem, este é um conto sobre busca. Mas o que buscamos? É essa pergunta que devemos nos fazer todos os dias, para que um dia encontremos o nosso caminho, para o que quer que nós buscamos. Está saindo do forno, e particularmente está com muito sentimento nas entrelinhas. December 03 AutopsicografiaAutopsicografia O poeta é um fingidor Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda que se chama coração. (Fernando Pessoa) Brilhante poesia de Fernando Pessoa... fala da dor... do sentir dor... do escrever dor... do fingir dor... da dor... do amor.. Pessoal ultimamente não tenho colokado poesias minhas ou alguma coisa q eu mesmo escrevi naum sei porque... talvez pq esteja mais identificado com coisas que os outros escreveram... mas logo logo irei colocar alguma surpresa por aki... Grande Abraço. November 19 Diário de RoscharchDiário de Roscharch, 13 de Outubro de 1985 "Jamais se desesperar. Jamais se render. Deixo as baratas humanas discutindo heroína e pornografia infantil. Tenho assuntos a tratar com outra classe de pessoas." Diário de Roscharch, 13 de Outubro de 1985 23:30 "Sexta à noite um comediante morreu em Nova York. Jogado pela janela. Quando atingiu a calçada, a cabeça dele entrou no estômago. Ninguém liga. Ninguém além de mim. Será que eles estão certos? Logo vai haver uma guerra. Milhões vão queimar. Milhões vão perecer de fome e miséria. Por que se importar com uma morte? Por que existe o bem e o mal. E o mal tem de ser punido, mesmo à beira do fim, isso nunca vai mudar. Mas muitos mercem punição... E há tão pouco tempo." Um dia inda vou fazer um diário eh mto massa... Isso ai de cima eh de um quadrinho mto massa "Watchmen"... de Alan Moore... eh mto bom msm.. September 07 Nossas lutas e nossas crençasNossas lutas e nossas crenças
As vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer. Como eu disse as vezes nós lutamos batalhas que não podemos vencer, mesmo sabendo que não podemos vencê-las, nós lutamos até o fim. Toda essa porcaria não é por um motivo banal ou por uma questão de respeito. Lutamos porque é aquilo que queremos. Exatamente isso, não é por um motivo banal nem por questão de respeito alguma. Simplesmente por ser o que queremos, por uma questão de honra. Por querermos mostrar que somos capazes ir até o fim por aquilo que queremos. Em outros tempos muitos homens morreram por isso, por honra. Fizeram o que tinha que ser feito, pois acreditavam que era assim que as coisas deviam acontecer. Lutaram até o fim em batalhas perdidas antes mesmo de começar e fizeram isso por honra, e não por capricho. Eles lutaram até o fim por que quiseram e porque acreditavam nisso. Mas hoje em dia as pessoas não pensam mais assim. Hoje em dia ninguém mais valoriza a honra o maior dentre todos os valores humanos. Ganância, cobiça, tão negra a cobiça do homem, a busca pelo poder, isso é tudo que importa para todos, inclusive para mim. O poder, o controle das coisas, desde tempos imemoriais sempre foi o que o homem quis para si. Mesmo que por muito tempo ele tenha se apegado a outros valores. E é essa busca pelo poder que, cada vez mais, está presente no nosso dia-a-dia. Seria isso uma busca ou uma doença? Estou escrevendo toda essa bobagem não para você que está lendo, eu não dou a mínima para o fato de se você vai ler ou o que vai pensar quando ler, pouco me importa. Estou escrevendo para mim. Mas não espero que isso mude nada. Estou escrevendo pois a única forma de fazermos com que aquilo que escrevemos leve alguém que lê a acreditar ou, mesmo sem acreditar, pelo menos considere o que está escrito, não é escrevendo para os outros e sim escrevendo para si mesmo e acreditando no que está escrito. Mas como eu disse eu não acredito. Isso é tudo que eu tenho para dizer. E você deve estar achando que eu sou um idiota, quem sabe eu seja. Toda essa bobagem é para, quem sabe, se um dia eu acreditar em mim mesmo, acreditar no que eu escrevi. E quem sabe nesse momento outras pessoas também acreditem. Se esse dia vai chegar eu não sei, quem sabe em uma outra vida ou quando for tarde demais. Quem sabe... ninguém sabe... em lugar nenhum... em tempo algum... pouco importa.
by Fahad Mohammed Aljarboua Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007 Mais um novinho em folha... E esse está um pouco diferente do normal... Propício pra um 7 de Setembro... August 16 Correr... Fugir...Correr... Fugir...
Correr... sem saber pra onde ir Fugir... sem ter o que fazer Correr... pra ver você sorrir Fugir... porque não quer me ver
Correr... pra ouvir o que me diz Fugir... dessa triste solidão Correr... sem medo de ser feliz Fugir... da dor em meu coração
Correr... fugir... por você Fugir... correr... pra você
Correr... sem saber se vou te ver Fugir... pra onde possa te encontrar Correr... a um lugar que possa te ter Fugir... sem saber se vai me amar
Correr... fugir... por você Fugir... correr... pra você Correr... de mim Fugir... de você Volta pra mim Meu amor by Fahad Mohammed Aljarboua
July 17 CristalCristal
Foi um mágico gesto Naquela noite estranha Rasgou-me a entranha E despertou meu afeto
Era um anjo a me olhar E ouvia uns sinos batendo O que estava acontecendo Nunca deixaria de lembrar
Só então pude perceber Que nós não podemos Enganar a nós mesmos
Mesmo sem sabermos Nem quando queremos Nunca vou te esquecer
by Fahad Mohammed Aljarboua
May 26 Sonho EternoSonho Eterno
A cada dia que passa, eu me sinto cada vez mais triste com tudo o que acontece, eu já não enxergo as coisas como antes, pra mim tudo mudou, e ainda está mudando. Eu vejo coisas nas pessoas que antes eu não era capaz de ver, o tempo está passando mais rápido, a cada olhar eu vejo tudo mais negro, até o canto dos pássaros se tornou diferente pra mim. Eu sinto meu corpo e minha alma clamarem por mudanças e isso me deixa confuso porque cada vez mais eu vejo tudo mudar, opiniões, conceitos, leis, teorias, tabus, guerras, corrupções, enfim tudo que está relacionado as ações da humanidade. Eu só queria entender porque tudo no mundo atual está cada vez mais competitivo, porque as pessoas cada vez mais buscam superar umas às outras, porque tanta ganância, tanta difamação, tanto horror, quando o que realmente precisamos é de harmonia, solidariedade, sinceridade, da beleza de ser feliz, de viver feliz. Algumas vezes eu sonho estar em uma caverna escura e sem nenhuma luz, onde eu só ouço os ecos de minha voz trêmula de frio e medo, e vejo como se a humanidade estivesse assim, sonhando estar em uma caverna gritando, mas sem conseguir acordar, ou sem querer acordar com medo do que poderá acontecer com isso. Nós devemos enxergar e entender uma coisa, nós somos os seres mais perfeitos e ao mesmo tempo imperfeitos que habitam a Terra, e por isso “o mundo pertence a nós”, e cabe a nós homens e mulheres, crianças e adultos, ricos e pobres, zelarmos por este mundo em que vivemos ou, do contrário, continuaremos a sonhar eternamente... by Fahad Mohammed Aljarboua
March 25 Dias EstranhosStrange Days
She looked to me And she asked me To be Like I’ve never met she And she never met me Before
I looked on her eyes And she looked on mine And I see We don’t have the same thoughts Of there, I should get out And try no more
I hope someday In another highway I can see Without a cigarrete With no drugs to get I will be
I won’t try over This game is over I must get out And try to be more dark I won’t try over This game is over I must get off this life And be more proud
You said no to me Then now I should be In another way I might have fun I’ll find someone That’s not you
I’ll look on her face And I’ll see a disgrace I’ll runaway I”ll have nowhere to go And nobody I know Where are you?
I’ll look in my mind My eyes will be blind And I’ll see Show me your way In some other day Let it be
I won’t try over This game is over I must get out And try to be more dark I won’t try over This game is over I must get off this life And be more proud
In the end I’ll can see When you look to me From faraway You’ll be with other guy Will look me and smile Walkin’ away
I can’t end this letter But I said my better Good bye I must stop right now I must said it now Good bye I shall never get the prize Even if I try Good bye
by Fahad Mohammed Aljarboua March 21 Depois do CinemaEsse aki em um muito especial q eu fiz pra alguem muito especial... pra q vcs fikem curiosos naum vou dizer qm eh esse alguem mto especial... mas vc q sabe q fiz pra vc... saiba q esses momentos estão sendo muito especias e inesquecíveis... Depois do Cinema
Seus olhos em branco e preto Que não gostam do cinema mudo Mas sendo mudos não falam tudo Só brilham desse jeito perfeito
Foi mal se não pude te ouvir Não sou mudo mas meio surdo Sem contar que pensava em tudo Sobre quando ia te ver sorrir
Por isso que escrevi sem pensar Sem pensar tanto demais escrevi Só que dessa vez eu te ouvi, li Pequenas coisas que podem mudar O que achamos ou vamos achar Ainda bem que vou te encontrar
Não sei se você vai gostar disso Mas escrevi sem pensar nisso Escrevi para esperar por te ver E esperar o que vai acontecer
by Fahad Mohammed Aljarboua
March 18 FragmentosMto legal eu axei esse aki... a história dele tbm... eu tinha um monte de versos soltos e comecei a juntar... e acabou saindo isso... axei legal... Fragmentos
A sombra do vento intangível O calor do gelo que queima A doce fria voz da menina teima O mais louco de são amor possível
Correndo sem rumo algum Perdido nos laranjais Não quero ver isso jamais Em meio a lugar nenhum Onde as flores não brotam mais
Eu queria ser feliz Andar, sorrir, correr, amar Eu queria fazer alguém feliz Levantar, ajudar, beijar amar Mas porque não consigo Andar, sorrir, correr, amar Mas porque não posso Andar, sorrir, correr, amar
Será que sou tão errado Que sequer posso sentir O prazer de poder sorrir E esquecer todo o passado
by Fahad Mohammed Aljarboua
March 15 SombrasMais uma um tanto quanto "pesada"... gosto mto dessa mas naum sei pq... Sombras
Sombra do medo que me ronda Me leva ao mar da loucura Onde os anjos surgem das ondas Onde não há santidade pura
Me leva ao céu dos ricos Onde eles compram um lugar Com o seu dinheiro maldito Que os faz esquecer como amar
Me mostra a verdade da vida Que nada é como pensamos E quando estamos sem saída É porque no passado erramos
Que erros pudemos cometer Mas agora as coisas mudaram A única coisa que posso dizer É que nossas chances acabaram
Não podemos vacilar Só sabemos uma coisa Que com aquela força Eles podem nos matar Desse jeito vai acabar Ou então vamos resistir E assim iremos existir
by Fahad Mohammed Aljarboua
March 14 EsgotoEu já colokei um monte de coisa aki... mta coisa romantica e talz... alguma reflexões... mas tava na hora de colocar alguma coisa um pouco mais "pensante" por assim dizer... e esse eu axo meio barra pesada.. mas naum vou dizer porque... descubram... Esgoto
Vejo homens contentes idiotas Gritarem e pisarem a dignidade São todos covardes nesta cidade Só por nunca lhe fecharem uma porta
A minha vontade o meu pobre desejo Pode ser torturá-los até a morte Mas assim eles teriam muita sorte Quero mesmo é explodir o que vejo
Mas o que vejo? O que é isso?
Vejo meninas perdidas na vida Sem rumo e sem qualquer proteção Muitas até perderam o coração E acham que amar não é a saída
A minha vontade o meu pobre desejo Era que vissem o que estão fazendo Mas só verão quando forem morrendo Quero mesmo é explodir o que vejo
Mas o que vejo? O que é isso?
É uma mentira a grande verdade Onde morrem sem saber que vivem Estão presentes mas não existem É uma piada toda esta cidade
by Fahad Mohammed Aljarboua Só mais uma coisa... em "Snatch - Porcos e Diamantes" eles falam uma coisa interessante... dizem q "8 porcos devoram um ser humano inteiro em 20 minutos"... March 09 Cartas MarcadasPow galera... esse era pra ser alguma coisa falando de cartas marcadas, mas naum de cartas de amor... mas foi oq acabou saindo... msm assim inda foi mais ou menos... Cartas Marcadas
Eu escrevo pra me distrair Eu sofro quando escrevo Vejo tudo aquilo de novo Então vejo “a ficha cair”
Mas nessas linhas rimadas Ou nas linhas mal feitas Que eu acharia perfeitas Não fossem cartas marcadas
Cartas marcadas... Marcadas de saudade... Cartas marcadas... Marcadas de vontade...
Essas cartas escrevo sozinho Pra que não me vejam chorar Como uma águia quero voar Mas eu amo esse seu carinho
E é isso não me deixa fugir Não consigo achar uma saída Em outra cidade ou nessa avenida Eu não sou capaz de desistir
E acabo toda noite escrevendo Essas loucas cartas marcadas Misturando pontes com escadas E do sofrimento vou correndo
Cartas marcadas... Marcadas de saudade... Cartas marcadas... Marcadas de vontade...
by Fahad Mohammed Aljarboua
Essa foto eh de um pôr-do-sol mto massa... March 08 Sem títuloEssa daki num tem título naum... num sei pq mas axo ela completa msm assim... O verde da grama está sumindo Só vejo o cinza da fumaça no céu Vou vendo ao longe por baixo do véu Seus olhos verdes enquanto vou caindo Num abismo profundo sem luz Sem começo e sem no fim um rio No fim não tem nada somente o vazio Mas será esse o fim que a nada conduz
Sem medo, tenho dor, sem desejo Sem amor, não te vejo, sem cor
Eu ouço o eco do eco da morte Em silêncio ele me diz algo E agora eu não me sinto a salvo Que o acaso do acaso me dê sorte Dê-me asas e espírito de águia Pra evitar que nesse abismo eu caia E que eu me salve da destruição Sem medo de minha imaginação
Sem medo, tenho paz, sem desejo Sou capaz, eu te vejo, meu amor! by Fahad Mohammed Aljarboua March 07 Ao acordar...Hj pela manha ao acordar me
olhei no espelho e vi uma coisa muito interessante... no canto do
espelho... tinha um adesivo q alguem colocou lah... resolvi ler... "Seja lá o que você for fazer ou sonhar... comece. A ousadia traz consigo genialidade, poder e mágica." (Goethe) Fikei pensando nisso por um tempo e vi q fazia todo o sentido do mundo... o mundo eh dos mais ousados... e isso eh uma verdade incontestável... por isso devemos ir a luta e realizar nossos sonhos... em outras palavras devemos fazer e acontecer... É isso ai por hj... espero q possam sempre tirar algum proveito dakilo q escrevo aki... Grande abraço galera! March 05 Será q vale a pena...Quero q vcs pensem um pouco... Havia uma garota cega, q se odiava pelo fato de ser cega... ela tbm odiava a tds esceto seu namorado... Um dia ela disse q se pudesse ver o mundo se casaria com o namorado... Em um dia de sorte, alguém doou um par de olhos a ela... Então seu namorado perguntou a ela: Agora q vc pode ver, vc vai se casar comigo? Ela ficou chocada qdo viu q seu namorado tbm era cego... E disse: Sinto muito, mas naum posso me casar com vc pq vc eh cego... O namorado afastando-se dela em lágrimas disse: Por favor, apenas cuide bem dos meus olhos eles eram muito importntes para mim... Qdo li isso....fikei me perguntando se valeu a pena oq ele fez... e concluí q valeu sim... msm naum tendo casado com ela... mas ele fez o q axava correto... e isso eh o q vale... pelo menos eu penso assim! March 04 O Mundo dos EspelhosEsse daki eh mto especial... fiz há dois anos... foi numa época q td q eu via era q as coisas eram apenas como reflexos de espelhos, q td q acontecia era como se fosse um deja-vu mas hj naum vejo mais assim... soh um pouko... mas msm assim eh mto legal... O Mundo dos Espelhos
Eu vou te procurar até o fim do mundo A cada segundo, quero te encontrar Sentir teu perfume, poder te abraçar Beijar tua boca, porque eu te amo
Esse sentimento que parece um tormento Completamente igual a tudo que é diferente Carrega com muita força minha mente Num universo paralelo do outro lado do espelho
Eu tenho medo de te esquecer Sei que eu posso te encontrar Mas pra mim você está em todo lugar Meu amor, você é meu amanhecer
Se estou certo ou errado, se está frio ou calor Inverno ou verão, prazer ou dor Eu vou te procurar até o fim do mundo E eu vou te encontrar, custe o que custar Por que eu te amo Por que eu te amo pra sempre.
Fahad Mohammed Aljarboua |
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